EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ
Historicamente vários métodos de
trabalho vêm sendo contemplados no decorrer da educação dos surdos, na
década de 70 surge a proposta Bilíngue, à existência de duas línguas
denominadas bilinguismo na qual referisse a língua oral da comunidade ouvinte
(no Brasil, o português) e a língua de sinais da comunidade surda (Língua
Brasileira de Sinais-Libras). Nessas tendências a língua de sinais é
considerada a primeira língua da criança surda e a língua oral a segunda,
no entanto o indivíduo escolherá a língua na qual irá utilizar em
cada situação linguística em que se encontra.
No Decreto 5.626, de 5 de
dezembro de 2005,
As pessoas com surdez têm direito
a uma educação que garanta a sua formação, em que a Língua Brasileira de
Sinais e a Língua Portuguesa, principalmente na modalidade escrita,
constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma
simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o
processo educativo. (DAMZIO, 2010, p. 9).
Desta forma, se faz necessário
construir um campo de comunicação e de interação entre ambas as línguas,
porém não seja o centro de todo o processo educacional, deve-se também
valorizar as potencialidades dessas pessoas em quanto seres de
consciência, pensamento e linguagem. As pessoas com surdez precisam de
ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a
capacidade perceptivo-cognitiva. Uma nova política de Educação Especial na
perspectiva inclusiva, tem se tornado promissora no ambiente escolar e
nas práticas sociais/institucionais, nesta perspectiva inclusiva,
estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial
e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e
aprendizagem.
A prática pedagógica do AEE
PS, está alicerçada nas representações sociais e nos legados culturais e
científicos da humanidade, que desperta no educando o aprender a aprender,
a partir de novas práticas metodológicas com recursos de ensino aprendizagem
surge no AEEPS, três momentos didático-pedagógicos distintos e de suma
importância que são: Atendimento Educacional Especializado em Libras;
Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa
escrita; e o atendimento educacional especializado para o ensino de Libras. (DAMAZIO,
p. 58). Entretanto essas práticas pedagógicas conduz o aluno
a adquirir autonomia e aprendizagens significativas, no qual
torna-se autor de sua própria história escolar e social.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS
DAMÁZIO, M.
F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento
Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília:
MEC, V.5, 2010.
KOSLOWSKI, L. A. Proposta bilíngüe de
educação do surdo. Revista Espaço.
Rio de Janeiro: INES, nº10, p.47-53, dezembro, 1998.
DAMÁZIO, M. F. M. Tendências
Subjacentes à Educação das Pessoas com Surdez. In: Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba:
CROMOS, 2007.
Adebora, o seu texto elenca a importância das pessoas com surdez desenvolver-se em ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva, assegurando assim, a inclusão escolar, a partir da capacidade intelectual de cada aluno, ou seja, visando o potencial dele.Adorei o texto.Jane Nogueira.
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