segunda-feira, 17 de março de 2014


EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ

 

 

Historicamente vários métodos de trabalho vêm sendo contemplados no decorrer da educação dos surdos,  na década de 70 surge a proposta Bilíngue,  à existência de duas línguas denominadas bilinguismo na qual referisse a língua oral da comunidade ouvinte (no Brasil, o português) e a língua de sinais da comunidade surda (Língua Brasileira de Sinais-Libras). Nessas tendências a língua de sinais é considerada a primeira língua da criança surda  e a língua oral a segunda, no entanto  o indivíduo  escolherá a língua na qual irá utilizar em cada situação linguística em que se encontra.

No Decreto 5.626, de 5 de dezembro de 2005,

 

As pessoas com surdez têm direito a uma educação que garanta a sua formação, em que a Língua Brasileira de Sinais  e a Língua Portuguesa, principalmente na modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. (DAMZIO, 2010, p. 9).

 

Desta forma, se faz necessário construir um campo de comunicação e de interação entre ambas  as línguas, porém não seja o centro de todo o processo educacional, deve-se também valorizar as potencialidades dessas  pessoas em quanto  seres de consciência, pensamento e linguagem. As pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva. Uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva,  tem se tornado promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais, nesta perspectiva  inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.

A prática pedagógica do AEE PS, está alicerçada nas representações sociais e nos legados culturais e científicos da humanidade, que desperta no educando o aprender a aprender, a  partir de novas práticas metodológicas com recursos de ensino aprendizagem surge no AEEPS, três momentos didático-pedagógicos distintos e de suma importância que são: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; e o atendimento educacional especializado para o ensino de Libras. (DAMAZIO, p. 58). Entretanto  essas práticas pedagógicas conduz o aluno a   adquirir autonomia  e aprendizagens significativas, no qual torna-se autor de sua própria história escolar e social.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

 

DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010.

 

 

KOSLOWSKI, L. A. Proposta bilíngüe de educação do surdo. Revista Espaço. Rio de Janeiro: INES, nº10, p.47-53, dezembro, 1998.

 

 

DAMÁZIO, M. F. M. Tendências Subjacentes à Educação das Pessoas com Surdez. In: Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007.

Um comentário:

  1. Adebora, o seu texto elenca a importância das pessoas com surdez desenvolver-se em ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva, assegurando assim, a inclusão escolar, a partir da capacidade intelectual de cada aluno, ou seja, visando o potencial dele.Adorei o texto.Jane Nogueira.

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